
Os vingadores
Fenômeno mundial, exemplos para crianças, os heróis mais poderosos da Terra. Esses são alguns dos termos usados para explicar quem são os famosos Vingadores, que hoje arrastam milhares de pessoas às salas de cinema, ansiosas para acompanhar os próximos passos de suas aventuras.
Como explica Nick Fury, interpretado por Samuel L. Jackson, nos filmes da Marvel Studios, os Vingadores nasceram de uma ideia de unir pessoas com habilidades especiais, que pudessem travar as batalhas que nenhuma outra poderia.
Os integrantes você já deve ter ouvido falar: encabeçados por Tony Stark (o Homem de Ferro) e Steve Rogers (Capitão América), o grupo ainda conta com o deus do trovão, Thor, o gigante esmeralda, Hulk (Bruce Banner), e os agentes Natasha Romanoff (Viúva Negra) e Clint Barton (Gavião Arqueiro).
OS QUAdrinhos

Apesar de apresentada no sexto filme do Universo Cinematográfico da Marvel - UCM, a formação original dos Vingadores, nos quadrinhos, era bem diferente. Ela contava com Thor, Hulk e Homem de Ferro, assim como visto no cinema, mas também incluía o Homem-Formiga e a Vespa, personagens que só ganharam seus longas em 2015 e 2018, respectivamente. Criada por Stan Lee, Jack Kirby e Dick Ayers, a primeira revista do grupo foi lançada em 1963 e intitulada “The Avengers”, em espécie de resposta à Liga da Justiça, da concorrente DC Comics.
Além das HQ’S e dos filmes, os Vingadores também participam de animações para a televisão, como Os Vingadores: Os Super-Heróis mais poderosos da Terra (2010-2012) e Avengers Assemble (2013-2019).
Primeira edição da revista The Avengers
Via: Marvel
a equipe original nos cinemas: O ELENCO
POR TRÁS DE UM GRANDE HERÓI, HÁ UM GRANDE VILÃO: como os vilões transformaram os vingadores

O COMEÇO DE TUDO Nas telonas, os Vingadores fizeram sua primeira aparição em 2012, no filme Os Vingadores, dirigido por Joss Whedon. Na trama, a ameaça era Loki (Tom Hiddleston), irmão de Thor, que planejava conquistar a Terra. Paralelamente — como foi visto na cena pós créditos —, quem trabalhava com ele era Thanos, o titã louco, que, já em 2012, buscava as Joias do Infinito — uma história que seria melhor explorada com o passar dos filmes.
A presença de Loki, conhecido por ser o deus da trapaça e, no caso dos filmes, possuir artefatos que vão além do domínio humano, forçou os heróis, até então separados, a se unirem na famosa Batalha de Nova Iorque, dando início às aventuras dos Vingadores no cinema.
Pôster de Os Vingadores (2012)
Via: IMDB
SINAIS DA CRISE Três anos depois, em 2015, chegou aos cinemas Vingadores: Era de Ultron, o segundo filme da equipe, mais uma vez sob o comando de Whedon. O desafio da vez era Ultron, uma inteligência artificial que se rebelou contra seu criador, Tony Stark, que, traumatizado pelos eventos do primeiro filme, buscava, na verdade, criar uma espécie de “armadura” no mundo, que protegesse nosso planeta de possíveis ameaças externas.
A “Era de Ultron” não durou muito tempo, já que os heróis derrotaram o vilão, mas foi suficiente para deixar as primeiras marcas de uma crise que se aproximava do grupo. O longa começa a explorar as diferenças entre os personagens - enquanto apresenta outros -, personificadas por Tony Stark e Steve Rogers. Um ano depois, elas explodiriam na Guerra Civil.

Pôster de Vingadores: Era de Ultron (2015)
Via: IMDB

Pôster de Capitão América: Guerra Civil (2016)
Via: IMDB
A RUPTURA O Marvel Studios ganhou fama em parte pela chamada “fórmula Marvel”, que garante a produção de filmes que equilibram humor, emoção e ação na medida certa e ajuda a diferenciar os filmes da “casa das ideias" e os da grande concorrente DC Comics. Também apostou na criação de um universo compartilhado (o UCM) que interliga os filmes do estúdio em uma grande história, criando conexões que são identificadas e comentadas pelos fãs.
É por isso que Capitão América: Guerra Civil, terceiro filme do herói, é tão importante para os Vingadores. Lançado em 2016 e dirigido por Anthony e Joe Russo (mais conhecidos como “Irmãos Russo”), o longa foi um test-drive do que viriam a ser Vingadores: Guerra Infinita (2018) e Vingadores: Ultimato (2019), por conta da quantidade de personagens envolvidos.
Na história, Helmut Zemo (baseado no vilão dos quadrinhos, Barão Zemo), atrás de vingança pela morte de sua família nos eventos de Vingadores: Era de Ultron, consegue destruir os heróis de dentro para fora, com revelações arrasadoras. O momento foi o ideal, uma vez que a equipe andava estremecida por conta do Tratado de Sokovia, que visava dar às instituições governamentais o controle sobre os Vingadores. Tony Stark concordava enquanto Steve Rogers dizia não, fazendo os heróis lutarem, literalmente, uns contra os outros.
O longa trouxe adições como o Homem-Aranha e o Pantera Negra, mas ficou marcado pela separação do grupo, entre aqueles que assinaram e os que não assinaram o Tratado. Zemo pode até ter sido preso no final do filme, mas suas ações — e, por que não dizer, sua vitória — geraram consequências desastrosas.
A QUEDA Foi com a equipe dividida que os Vingadores tiveram que enfrentar a maior ameaça até agora. Seis anos depois da breve e silenciosa apresentação, Thanos finalmente entrou em ação em Vingadores: Guerra Infinita (2018), também comandado pelos Irmãos Russo. Procurando as místicas e poderosas Joias do Infinito, para destruir metade da população do universo, o titã provou que a espera valeu a pena, ao mostrar-se impiedoso, inteligente e cheio de camadas, com explicações para suas atitudes (ainda que não fossem exatamente sensatas).
Pela primeira vez, os heróis mais poderosos da Terra encararam a derrota de forma tão clara, ao assistirem metade dos seres vivos se transformarem em pó diante deles. Os novos aliados - como o Doutor Estranho e os Guardiões da Galáxia - também não foram poupados, num final doloroso para o público e para os heróis.

Pôster de Vingadores: Guerra Infinita (2018)
Via: IMDB

Pôster de Vingadores: Ultimato
(2019)
Via: IMDB
VINGADORES, AVANTE! Se foi responsável pela derrota do grupo, o mesmo Thanos também motivou sua reconstrução. No maior estilo “tudo ou nada”, os Vingadores assumem os riscos de irem até o fim para reverter os efeitos da destruição causada pelo titã louco. Do contrário, pelo menos fariam jus ao nome da equipe.
Lançado em 2019, Vingadores: Ultimato também foi comandado por Anthony e Joe Russo e juntou os heróis mais uma vez, mostrando que, talvez, a causa da derrota no filme anterior não fora as Joias do Infinito ou os vários metros de altura de Thanos, mas o fato de que os Vingadores não estavam juntos. Com a ajuda da Capitã Marvel e de antigos amigos, o grupo personifica o mantra “a união faz a força”, por mais clichê que ele seja, e abre portas para o futuro do UCM, que deve lidar com as pesadas consequências do longa e com possíveis ameaças ainda maiores daqui pra frente.





