
"Todos nós desejamos ter superpoderes"
Stan Lee

Por que gostamos tanto de super-heróis?
“Se você pudesse ter um super poder, qual seria?”. Quem nunca ouviu essa pergunta? Verdadeiros consumidores da onda de filmes de super-heróis e parte ativa do fenômeno Vingadores, o público se sente atraído pelas aventuras fantásticas vividas por seres humanos que são exatamente como qualquer pessoa - apenas com um pouco de força, velocidade ou algumas armaduras a mais. Mas, por que isso acontece?
De acordo com o psicólogo Luiz Marcelo de Oliveira, isso se dá porque os super-heróis trazem arquétipos essenciais. “Eles têm poderes especiais e uma missão maior. Podemos nos identificar com suas características e defeitos, além de projetar sobre eles um propósito que faça diferença no mundo”, explica. É essa identificação que move grandes massas de pessoas aos cinemas, como ocorreu nas estreias de Vingadores: Guerra Infinita (2018) e Vingadores: Ultimato (2019), ambos dirigidos por Anthony e Joe Russo. Para Luiz, esse movimento mostra o nível de envolvimento das pessoas com a franquia, que veem os personagens como inspiração e referência.
Claro que as crianças não ficam de fora desse grupo. Correndo com capas, martelos mágicos ou escudos poderosos, elas se conectam com os heróis, o que pode trazer grandes benefícios. “Além de poderem sonhar e se imaginar com qualidades especiais, elas passam a se espelhar em valores humanos essenciais para a construção de uma sociedade justa e ética”, analisa Luiz. “Não basta ter superpoderes, precisa saber usar para o benefício de todos”, conclui.
